domingo, 8 de agosto de 2010
MINHA HOMENAGEM AOS PAIS
A vocês, que nos deram a vida e nos ensinaram a vivê-la com dignidade,
não bastaria um obrigado.
A vocês, que iluminaram os caminhos obscuros com afeto e dedicação para que os trilhássemos sem medo e cheios de esperanças,
não bastaria um muito obrigado.
A vocês, que se doaram inteiros e renunciaram aos seus sonhos,
para que, muitas vezes, pudéssemos realizar os nossos.
Pela longa espera e compreensão durante nossas longas viagens,
não bastaria um muitíssimo obrigado.
A vocês, pais por natureza, por opção e amor,
não bastaria dizer, que não temos palavras para agradecer tudo isso.
Mas é o que nos acontece agora, quando procuramos arduamente uma forma verbal de exprimir uma emoção ímpar.
Uma emoção que jamais seria traduzida por palavras.
não bastaria um obrigado.
A vocês, que iluminaram os caminhos obscuros com afeto e dedicação para que os trilhássemos sem medo e cheios de esperanças,
não bastaria um muito obrigado.
A vocês, que se doaram inteiros e renunciaram aos seus sonhos,
para que, muitas vezes, pudéssemos realizar os nossos.
Pela longa espera e compreensão durante nossas longas viagens,
não bastaria um muitíssimo obrigado.
A vocês, pais por natureza, por opção e amor,
não bastaria dizer, que não temos palavras para agradecer tudo isso.
Mas é o que nos acontece agora, quando procuramos arduamente uma forma verbal de exprimir uma emoção ímpar.
Uma emoção que jamais seria traduzida por palavras.
Amamos vocês!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Prece do Amanhecer
Senhor
"No silêncio deste dia que amanhece,
Venho pedir-te a Paz, a Sabedoria, a Força.
Quero ver hoje o mundo com os olhos cheios de amor.
Ser paciente, compreensivo, manso e prudente.
Ver além das aparências teus filhos,
Como tu mesmo os vês,
E assim, não ver senão o bem em cada um.
Cerra meus ouvidos a toda calúnia.
Guarda minha língua de toda a maldade.
Que só de bênçãos se encha meu espírito.
Que eu seja tão bondoso e alegre,
Que todos quantos se achegarem a mim,
Sintam sua presença.
Reveste-me de tua beleza, Senhor,
E que , no decurso deste dia,
"Eu Te Revele a Todos."
"No silêncio deste dia que amanhece,
Venho pedir-te a Paz, a Sabedoria, a Força.
Quero ver hoje o mundo com os olhos cheios de amor.
Ser paciente, compreensivo, manso e prudente.
Ver além das aparências teus filhos,
Como tu mesmo os vês,
E assim, não ver senão o bem em cada um.
Cerra meus ouvidos a toda calúnia.
Guarda minha língua de toda a maldade.
Que só de bênçãos se encha meu espírito.
Que eu seja tão bondoso e alegre,
Que todos quantos se achegarem a mim,
Sintam sua presença.
Reveste-me de tua beleza, Senhor,
E que , no decurso deste dia,
"Eu Te Revele a Todos."
Extraído da Agenda Renascer 1998
Enem não serve para avaliar qualidade de escola, diz especialista
Por Paula Laboissière
Clipping Educacional – Agência Brasil
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou hoje (19) o resultado do desempenho por escola no Enem 2009. Somente duas instituições públicas aparecem em meio às 20 melhores avaliadas, sendo que ambas são federais. Já as 20 últimas da lista são todas estaduais e municipais.
Em entrevista à Agência Brasil, Wanda avaliou que somente um exame universal e obrigatório ao final do ensino básico será capaz de listar as melhores e as piores escolas do país. “Não se sabe nem quantas escolas fizeram esse Enem”, disse, ao se referir à lista de mais de 36 mil instituições divulgadas pelo Inep. Várias delas chegam a aparecer até três vezes no ranking – com uma média relativa ao ensino regular, uma relativa ao Ensino de Jovens e Adultos (EJA) e uma geral. Há ainda colégios citados como avaliados, mas que não têm nota mencionada.
Outro fator importante a ser considerado em relação ao uso do resultado Enem como referência de qualidade da instituição de ensino, de acordo com a especialista, é que algumas escolas avaliadas inscrevem cerca de 90% de seus alunos enquanto outras ficam em torno de 10% de inscritos. “É uma má utilização usá-lo [o resultado do Enem] para avaliar escolas”, reforçou.
Entretanto, Wanda destacou um ponto positivo com a realização do Enem. Segundo ela, desde o momento em que ferramentas de controle de desempenho da educação foram adotadas pelo governo, estados e municípios passaram a cobrar mais de suas próprias redes de ensino. “A gente não pode deixar de reconhecer que as escolas públicas têm feito um esforço crescente na melhoria de qualidade”, disse. “Pode ser uma injustiça com as escolas públicas colocá-las como últimas. Elas ainda não chegaram lá, mas estão caminhando nesse sentido”, completou.
Atualmente, a rede de ensino do país é constituída da seguinte forma: 85% dos colégios são estaduais, 3% municipais, 1% federais e 11% particulares.
Fonte: http://www.ser.com.br
Enem deve servir para escolas repensarem métodos
Ana Cássia Maturano
Clipping Educacional - Especial para o G1, em São Paulo
Avaliação tem de funcionar como canal para aprimoramento.
Ensino não pode ser reduzido a uma lista classificatória.
No geral, o que se percebe não é bem isso. As avaliações acabam sendo um fim em si mesmo e não um meio de crescimento. Assim, os alunos com notas altas são bons e com eles está tudo bem. Do contrário, têm um problema que deverão correr atrás. Não atingiram os objetivos propostos, não aprenderam, não se apropriaram do conhecimento que a escola detém. E o verdadeiro fim de uma escola, ajudar seus alunos a crescer, fica esquecido.
Os métodos de avaliação, por sua vez, são só um modo de verificação de como as coisas andam no processo ensino aprendizagem, não são absolutos.
Tanto é assim que, observando a classificação das escolas de acordo com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nota-se alguns disparates. Por exemplo, com a diferença de apenas um ano o primeiro lugar do Enem 2009 ocupava a décima posição no ano anterior. Isso não é nada se considerarmos um colégio do interior de São Paulo: saltou da 336ª posição para a quarta considerando o mesmo período.
Ou essas escolas têm se aproveitado do Enem para reverem seus trabalhos, o que num tempo tão pequeno dificilmente surtiria um efeito tão grande; ou essa avaliação precisa ser revista, não sendo muito confiável.
Sem status
Essa e outras avaliações das instituições de ensino, assim como as dos alunos não devem servir apenas para garantir um status para quem é avaliado. Ano passado, algumas escolas tiveram problemas por não terem garantido um bom lugar na classificação do Enem. Foram questionadas pela sua clientela.
Ela está no seu direito. Mas perpetuam aquilo que as instituições fazem com seus filhos – colocam todo o peso de um trabalho em um exame. Assim, ele é apenas usado para dizer se a escola é boa (como com os alunos), deixando de lado o que seria sua principal função: a de propiciar uma reflexão de seu trabalho e mudanças efetivas se necessário.No fim, os colégios acabam sendo vítimas de sua própria maneira de agir. Que as avaliações são necessárias, não há dúvida. No entanto, elas devem ser um meio de aprimoramento e crescimento. Ensinar e aprender é algo bastante dinâmico, não dá para reduzir a uma lista classificatória.
É preciso mudar o modo de ver as coisas. Que a experiência das escolas com esse exame sirva para que elas repensem suas práticas.
(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)
Fonte: http://g1.globo.com
Seleção, Fórmula 1 e Educação
Seleção, Fórmula 1 e Educação
Jorge Linhaça
Eita fim de semana agitado!
* Murici recusa cargo e Mano Menezes é o novo técnico da seleção brasileira de Futebol.
* Felipe Massa tira o pé e deixa Alonso ultrapassá-lo
* Seleção de Volei é campeã, pela nona vez, da Liga Mundial
* Índices de educação revelam rendimento aliado à disparidade social.
*
Pode parecer que são assuntos distintos e, em parte o são, mas também tem as suas ligações, nem sempre tão claras a quem olhe superficialmente o que ocorre.
Não é segredo para ninguém que sou fã de Murici Ramalho, não apenas pela sua incontestável capacidade de dirigir times de futebol , mas por sua postura às vezes mal interpretada.
O que pode parecer uma loucura, negar assumir a seleção brasileira, sonho de consumo de quase todos os técnicos brasileiros, demonstra apenas a opção de Murici em manter a sua palavra e integridade.
Claro que torci para que o Fluminense o dispensasse de seu compromisso como técnico do tricolor carioca, para mim Murici seria a melhor opção de comando para a seleção brasileira neste momento.
Como o Flu não o liberou de seu contrato, Murici assumiu a postura de sempre, optou por cumprir o compromisso assumido com o clube. Mais do que uma postura profissional, uma questão de caráter.
Claro que Murici faturaria muito mais alto sendo técnico da seleção, isso apenas sendo garoto propaganda, sem contar os salários, mas para ele vale mais a palavra empenhada do que o dinheiro envolvido.
Já Felipe Massa preferiu preservar o seu salário de um milhão de reais mensais do que desobedecer as indicações da Ferrari de que seria melhor para a equipe que Alonso ganhasse o grande prêmio da Alemanha. Postura oposta, em certa parte à de Murici, mas já costumeira dos pilotos brasileiros contratados pela escuderia. Rubinho sofreu do mesmo mal quando pilotava ao lado de Schumacker.
A seleção masculina de Volei segue tendo a cara de Bernardinho, trabalha com seriedade mesmo quando peças são trocadas, o compromisso é a palavra chave para cada atleta de nossa seleção campeã.
Já a nossa educação permanece também comprometida, parece haver um compromisso tácito em não educar qualitativamente aos alunos das escolas públicas . Claro que há algumas honrosas exceções mas, o quadro geral é mais do que preocupante, a disparidade entre os resultados apresentados entre alunos de escolas públicas e particulares demonstra bem a incapacidade do estado em gerir uma educação de qualidade para nossa juventude.
Alguns motivos são bem conhecidos:
* Salários defasados do professorado
* Excesso de alunos em sala de aula
* Faculdades que não preparam os professores de maneira efetiva
* O fato de os professores dobrarem as horas de trabalho pois não são pagos pelas horas que gastam preprando aulas, corrigindo provas e preenchendo à mão os arcaicos diários de classe em plena era da informática. Ilude-se quem pensa que o trabalho do professor de encerra com o último "sinal" do período, muitos, movidos ainda por algum idelismo e responsabilidade ( ainda há o mito de que educar é um sacerdócio) avançam noite adentro preparando aulas, corrigindo provas, pesquisando material na internet, etc.
* A famigerada promoção automática que imprede os alunos de "repetirem de ano" e que tem apenas a finalidade de maquiar os crescentes índices de reprovação que haviam nas escolas antes dessa "solução" de gabinete.
Obviamente não existe interesse em educar apropriadamente o cidadão, já que um cidadão adequadamente preparado e consciente, torna-se perigoso para os que desejam perpetuar-se no poder...melhor deixá-los "emburrecidos" e diplomados.
Na sala de aula, a consciência de que não podem ser reprovados leva os alunos a uma quase completa inapetência para o aprendizado, afinal, aprendendo ou não teem o seu "diploma" garantido, bastando para isso que não faltem às aulas.
Claro que isso está profundamente ligado ao crescente número de descalabros praticados pelos alunos que praticam agressão verbal e física contra outros colegas e contra os professores, depredam o patrimônio público e consideram-se os donos do pedaço criando "Familias" ;"Bondes" ; "Turmas" ou "Gangues" que se enfrentam dentro e fora do ambiente escolar.
Sucedem-se os secretários de educação mas mantem-se o mesmo discurso já que secretário de educação é cargo político e, geralmente, ocupado por teóricos da educação que jamais pisaram em uma sala de aula real na periferia.
A distância entre as exigências desses teóricos e a realidade dos professores é Quilométrica , afinal , uma coisa é atuar num gabinete com ar condiconado, puxando o saco do prefeito ou governador, e outra é voltar para casa exausto e cheio de trabalho para realizar.
Uma coisa é viver cercado de puxa-sacos ansiosos por uma boquinha e outra é viver cercado de alunos que não dão a mínima para a figura do professor e por pais que se acham no direito de criticar aqueles que pretendem manter um mínimo de disciplina nas escolas.
Aliás, se os pais estivessem preocupados com a educação de seus filhos e não com a simples aquisição dos diplomas e por certo haveriam de seguir o caminho contrário ao que seguem hoje em dia. Deixam-se iludir pela propaganda governamental e acham que a culpa do pouco aproveitamento de seus filhos é dos professores. Aliás, já passou da hora de os pais pararem de pensar que o papel de fazer seus filhos obedecerem e respeitar aos outros é da escola. O fato de eximirem-se de fazer a sua parte , é também fator preponderante para que as coisas estejam no estágio atual.
A situação é tão alarmante que, mesmo as escolas particulares, acabam por ter sua qualidade comprometida. Comparando os melhores resultados das nossas escolas particulares com as piores escolas públicas de países comprometidos com o ensino, estas estão tão abaixo do desempenho daqueles quanto os alunos de nossas escolas públicas do rendimento das particulares. Por aí podemos ter uma idéia de quanto a escola pública brasileira precisaria melhorar para ser considerada uma escola de qualidade.
Enfim, a palavra chave para compreenderem minha crônica é " compromisso"... afinal é de acordo com aquilo a que estamos realmente comprometidos que tomamos nossas atitudes e fazemos nossas escolhas. É de acordo com a formação de nosso caráter que exercemos o nosso livre arbítrio.
Como a família atual relega tal função à escola e a escola não tem , devido aos descalabros dos governantes, condições de trabalhar seriamente, criamos uma nova geração de despreparados para a vida, que passam a crer que para obter qualquer coisa basta estarem presentes em algum lugar. Pior que isso não vem de hoje , são sucessivas gerações a sofrer do mesmo mal e perpetuar um modelo que não favorece um aprendizado real.
Como mudar esse quadro?
Sinceramente o único caminho seria que os pais tomassem consciência da realidade e , ao invés de irem fazer cobranças aos professores porque seus filhos não apresentam evolução, "caissem de pau" nos secretários de educação e governantes.
Bem, este é um ano eleitoral, vamos ouvir as mesmas estatísticas mentirosas, principalmente sobre as "melhoras" nos índices de aprovação em São Paulo...mas não vão falar de todos os problemas da falta de aprendizagem...a população inerte vai aplaudir o fato de os filhos serem catapultados para as séries seguintes sem o menor preparo, apenas para receber seus diplomas, ainda que saiam do segundo grau incapazes de interpretar um texto ou fazer uma redação.
Está na hora de resgatar o compromisso do povo consigo mesmo e botar para fora os que perpetuam a ignorância de nosso jovens.
É hora de escolher se preferimos uma geração de Muricis ou de Massas...pessoas que sabem manter compromissos morais com eles mesmos e com os outros ou que apenas querem manter ou obter vantagens futuras sem se importarem com quem possam prejudicar.
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